quinta-feira, 4 de abril de 2013

Construindo um cidadão, bit por bit!!


Inclusão Digital pode ser considerada como democratização das tecnologias. Esse assunto tem sido muito repercutido no Brasil pelas dificuldades encontradas para a implantação.
Incluir uma pessoa digitalmente não apenas "alfabetizá-la" em informática, mas sim fazer com que o conhecimento adquirido por ela sobre a informática seja útil para melhorar seu quadro social. Somente colocar um computador na mão das pessoas ou vendê–lo a um preço menor não é, definitivamente, inclusão digital.
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Desde o início de 2005, foi implantado pelo Governo Federal um projeto de inclusão digital:Computador para todos. Esse projeto é voltado para a classe C e permite a oferta de computador e acesso à Internet a preços subsidiados. O equipamento deve utilizar obrigatoriamente software livre.
Os projetos de inclusão social implantados pelo governo podem ser conhecidos mais profundamente pela página do Governo sobre o assunto.

Celulares


  • Investimento.
  • Saúde/preservação do meio ambiente.
  • Geração de emprego.

Três fundamentos, a meu ver, ''fundamentais''. Esse materias como baterias, pilhas, celulares, computadores, tv's, dvd's, entre outros, são materais que se não tiverem uma destinação correta vão contaminar o solo e as águas trazendo greves danos ao meio ambiente e a saúde humana. É gigantesca a quantidade matérias químicos que compõem esse aparelhos. E como estamos falando de toneladas. Em 2007 estimava-se que tinhamos 130 milhoes de celulares no brasil, pois no mundo els estão ultrapassando a faixa de 7 bilhoes, com base em que todos eles foram trocados com cerca de dois anos. Estimando -se também uma quantidade de 50 milhões de computadores, que foram trocados nesses conco anos. Só nessa transição de dois anos foi gerado a quantidade de 50 milhões de tonelados de lixo eletrônico. Sendo que o celular não tem mais que 20 anos de uso. 


  • um celular tem em média vida útil de 18 meses
  • o barsil possui 138 milhões de celulares – 72 aparelhos para cada 100 habitantes , isso com um cálculo baseado em dados de 2007.
  • a cada segundo, 23 celulares são fabricados no mundo
  • um chip eletrônico exige 72g de substancias químicas e 32 litros de água para ser produzido. E é ai que entra a reciclagem.




Celulares


Sabe aquele celular guardado no fundo da gaveta do quarto, atrás das ferramentas, embaixo dos papeis velhos? Sim, ele foi trocado por um modelo novo, mas não como um carro, uma moto ou um computador, ele foi trocado numa velocidade muito superior a todos esses itens. Milhares e milhares de toneladas de celulares presos em gavetas, armários, sacolas ou na mão de avós, irmãos, tios, primos, aqueles parentes que achariam alguma utilidade pra eles. Ou até algo mais extremo, aquele brinquedo que a mãe prefere da para o filho a reciclar. Pode parecer muito banal isso tudo, mas numa escala global isso vem se tornando um problema cada vez grave, é uma bola de neve de celulares, montanhas e montanhas. Mas não ache que é só pela quantidade que esse grupo vem aqui apresentar esses dados, vimos por que por de trás desse celular


velho do fundo da sua gaveta tem dois fundamentos muito importantes:

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1 - Investimento.
2 – Saúde/preservação do meio ambiente.
3 – geração de emprego




quarta-feira, 3 de abril de 2013

A reciclagem de Eletrônicos no Brasil

Em muitos países do mundo, já se há preocupação sobre o que fazer com os resíduos sólidos dos materiais quebrados, inclusive no setor de tecnologias!
Placas, processadores, memórias, tudo pode ser reciclado ou reaproveitado. No Brasil empresas como a LORENE (www.lorene.com.br) já faz coletas em algumas regiões do país, das quais temos como principal a região centro-oeste. Porém alguns estados como o Amazonas, mesmo longe do "centro" do Brasil  já existe empresas instaladas no Polo Industrial de Manaus (PIM) que trabalham com a reciclagem de lixo eletrônico. Inicialmente os componentes são separados. As peças são pesadas e trituradas. Após triturados, os componentes são embalados e exportados para uma empresa purificadora no Canadá. ( a propria Lorene faz isso lá) .
Em todo território nacional, apenas 2% de todo material eletrônico produzido é reciclado, isso mostra a quantidade exorbitante de resíduos que se tem espalhado pelo país. O lixo eletrônico causa um grave problema para o meio ambiente, pois consome uma enorme quantidade de recursos naturais em sua produção. Um único laptop, por exemplo, exige 50 mil litros d'água em seu processo de fabricação. Além disso, se considerarmos que a vida útil desses equipamentos é muito curta - a de um computador gira em torno de três anos, e a de um celular, cerca de dois anos - podemos ter dimensão da quantidade de lixo que o descarte de eletrônicos significa.

Cerca de um milhão de computadores são descartados por ano no Brasil. No ano passado, o país produziu 150 mil toneladas de lixo eletrônico, mas não temos uma legislação específica. O que temos são iniciativas muito pontuais de uma ou outra empresa”, alerta o professor do Instituto de Química da UFRJ, Julio Carlos Afonso. A situação tende a piorar. A vida útil de um televisor, que na década passada já estava entre três e cinco anos, está caindo para dois anos. No caso do Brasil, o ano de 2016 está marcado para o fim das transmissões analógicas, mas temos 150 milhões de televisores de tubo no país. Como cada um deles tem cerca de 4 kg de chumbo, estamos falando de mais de 400 mil toneladas de chumbo. O que vamos fazer para gerir isso?”, provoca o professor.



O Brasil já atingiu a cota de um computador para cada dois habitantes e, dentro de seis anos, haverá um para cada brasileiro. É o que revela a pesquisa anual realizada pelo Centro de Tecnologia de Informação Aplicada da Escola de Administração de Empresas de São Paulo, da Fundação Getúlio Vargas (FGV-EAESP). dados como o número de computadores em uso no país - 99 milhões(72 milhoes ) - e a velocidade de venda das máquinas - uma por segundo - demonstram que os brasileiros de hoje vivem em meio a um boom do mercado tecnológico.
 De acordo com a pesquisa, em 2000, existiam apenas 10 milhões de computadores no Brasil. Em 2008, o número cresceu para 50 milhões. Espera-se que, em 2014, sejam 140 milhões (dois para cada três brasileiros) até que, em 2017, se atinja o número de um para cada pessoa no país. Só nós últimos quatro anos, a quantidade de máquinas dobrou .

o video abaixo mostra alguns dados sobre o lixo eletrônico:




quarta-feira, 11 de julho de 2012

Sobre inclusão digital

Inclusão digital é o nome dado ao processo de redução das desigualdades e dificuldades de acesso às tecnologias de informação e comunicação de uma determinada região ou comunidade. Incluir digitalmente não é apenas disponibilizar meios de conexão com o mundo digital ou “alfabetizar” a pessoa em informática, mas também melhorar as suas condições de vida simplificando sua rotina diária e maximizando o tempo nas atividades com recursos computadorizados.

Sob o ponto de vista ético, a inclusão digital é considerada como uma ação que promoverá a conquista da “cidadania digital”, contribuindo para uma sociedade mais igualitária, com a expectativa da inclusão social. A capacidade de obter ganhos de produtividade a partir do uso da tecnologia da informação é um dos objetivos principais do tema. Dessa forma, além de encurtar as distâncias, oferecer às comunidades que vivem afastadas dos grandes centros oportunidades que incluem a educação e a comunicação, a tecnologia traz para a população os conceitos da modernidade atual.

Ao passo que as sociedades vão se desenvolvendo e se modernizando, há a necessidade de atualizar os meios de comunicação e consequentemente de preparar a população para utilizar esses meios. Algumas atividades tornaram-se computadorizadas pois aumenta a facilidade de serem realizadas pelos usuários , outras pelo simples fato de atividades manuais serem ultrapassadas. O que importa mesmo é que, independente do motivo pelo qual foram realizadas as mudanças, a sociedade precisa acompanhar os desenvolvimentos tecnológicos. De acordo com pesquisas, a maioria dos brasileiros computadorizados tem curso superior completo e se situa entre as classes A, B e C, enquanto para as classes D e E a quantidade cai consideravelmente. Quanto à faixa etária predominante entre esses mesmos usuários, 23% vai de 16 a 24 anos e apenas 8% são pessoas acima de 60 anos. Os dados permitem traçar o perfil do indivíduo "incluído digitalmente": jovem, pertence às classes superiores, provavelmente vive em um lar com diversos recursos tecnológicos e portanto sabe usá-los, além de possuir uma conexão rápida à internet. Sabemos que a dificuldade na inclusão digital não se concentra somente na apropriação da máquina mas se estende para a dificuldade de aprendizado na utilização dela, e um dos fatores é a carência de contato com a linguagem utilizada nos equipamentos. É notório que idosos e pessoas de classe baixa apresentam uma certa resistência em assimilar o que deve-se fazer em um computador.

Diversos projetos são criados por ONGs, governos e algumas empresas com o objetivo de promover o acesso dos segmentos mais pobres da população e de deficientes físicos às tecnologias da informação. Embora existam muitos que obtêm êxito, em alguns existe um interesse maior por parte dos criadores em divulgar esses projetos em benefício próprio. É comum ver empresas e governos falando em democratização do acesso e inclusão digital sem critérios e sem prestar atenção se a tal inclusão promove os efeitos desejados. No entanto, diversos outros programas como o PID - Projeto Inclusão Digital criado pela UNIJUI, preocupam-se em melhorar o quadro social da classe a partir do manuseio dos computadores, afinal ter um computador não significa necessariamente que a utização do mesmo irá trazer uma otimização na vida dos usuários. Para isso, disponibilizam instrutores para darem aulas teóricas e práticas.

A inclusão digital torna-se parceira da cidadania e da inclusão social. Desta forma, a inclusão digital vem como fundamento na busca pelo desenvolvimento humano, tendo em vista o novo paradigma do mundo moderno, em que cada vez mais as atividades do cotidiano dependem das Tecnologias de Informação e Comunicação.



Referências



"A Inclusão digital e o combate à exclusão social e econômica estão intimamente ligados, em uma sociedade onde cada vez mais o conhecimento é considerado riqueza e poder."

"A inclusão digital deve favorecer a apropriação da tecnologia de forma consciente, que torne o indivíduo capaz de decidir quando, como e para que utilizá-la."

(Cristina de Luca) 

     

O que é inclusão digital?

O video abaixo mostra a opinião da população sobre o tema, e no final o comentário de Rodrigo Baggio, um dos empreendedores sociais mais reconhecidos e respeitados no mundo.